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GBS IMPLEMENTA EQUIPAMENTO DE BUSCA TERRESTRE APELIDADO DE MACA MULA

Para poder cumprir o lema "Em qualquer hora, em qualquer lugar", o Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) do 1º Batalhão de Bombeiros Militar implementou uma adaptação de material para ocorrências de busca e salvamento em locais de difícil acesso.

A maca tipo cesto, desenvolvida para ocorrências de salvamento em altura, recebeu uma roda de bicicleta, aperfeiçoando o atendimento de ocorrências em áreas de trilhas, montanhas e locais onde o deslocamento com vítima em maca fica prejudicado. Apelidada de "maca mula", o dispositivo foi empenhado em diversas ocorrências. Entre os dias 12 e 21 de junho foram cinco ocorrências, ou seja, uma ocorrência a cada dois dias. Em todas elas, o dispositivo ofereceu maior segurança para a vítima, agilidade no transporte e menor desgaste físico dos bombeiros.



A maca mula permite que a equipe de socorro retire com maior eficiência as vítimas que não conseguem por meios próprios saírem de locais não convencionais, como costões, trilhas e montanhas. Em Florianópolis, as praias de Naufragados, Matadeiro e Gravatá são locais de acesso restrito às viaturas convencionais, como ambulância e camionetes e, neste caso, quando acontece o acionamento do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), o acesso das equipes e a retirada da vítima pode ser feito por aeronave, embarcação ou por equipes de busca terrestre com deslocamento ordinário. Contudo, nem sempre existe uma aeronave disponível ou o acesso e a retirada por via marítima não é indicada, devido às condições do mar ou mesmo das condições da vítima. Nestes casos, a maca mula tem sido fundamental.

No dia 12 de junho, no costão da Praia do Gravatá, o GBS foi acionado para uma ocorrência, em que a vítima possuía fratura na perna. Sem aeronave disponível e devido ao mar de ressaca, a vítima teve que ser retirada por meio da trilha de acesso ao local. Cerca de 1,5 km com desnível de altitude de 110 m. A trilha apresenta diversos obstáculos para o transporte do paciente. Após essa ocorrência, no dia 16 de junho, bem próximo do local, outro acionamento para ocorrência de mesma natureza, pessoa incapacidade para sair por meios próprios de local de difícil acesso, com suspeita de fratura em membro inferior. Nos dois casos, as equipes que atenderam a ocorrência realizaram a retirada da vítima por meio do transporte na maca mula. O deslocamento durou em média 40 minutos. Sem a maca, o tempo poderia ser mais que o dobro do tempo, além de oferecer grande esforço físico e risco de lesão maior.



No dia 19, uma turista alemã sofreu uma queda durante uma caminhada na trilha de acesso à Praia de Naufragados. Nesta ocorrência, a vítima estava no meio da trilha, em área de mata fechada, de modo que a retirada da vítima não seria possível por meio aquático e nem por aeronave. Novamente a maca mula foi empregada com êxito. No dia 22, na Praia do Matadeiro, local que não possui acesso a veículos, houve um novo acionamento. E novamente o dispositivo foi empregado, percorrendo trechos de areia, trilha cimentada e pedras dos costões.

Além de áreas remotas, a maca mula cumpriu sua missão com êxito também em áreas de vulnerabilidade social. Da mesma forma que as trilhas e costões, algumas áreas urbanas não foram planejadas, e o crescimento urbano formou áreas em que o acesso de viaturas não é possível. Mas independente do local, as guarnições bombeiro militar, em especial o Grupamento de Busca e Salvamento, sempre busca oferecer o melhor atendimento. No dia 21 de junho, em apoio ao médico da família do Bairro Mont Serrat, no complexo do Morro da Cruz, na capital, o CBMSC realizou o apoio na transferência de pacientes.

Após os testes reais de atendimento em ocorrência, os integrantes do GBS ainda buscam melhorias para esse tipo de ocorrência. A maca mula já recebeu um sistema de freio e uma adaptação para receber os coxins de imobilização da coluna cervical. Um kit de reparo, com câmera reserva e bomba de enchimento está na lista de aquisições. Em estudo, uma inovação maior seria algum tipo de motor elétrico, que tem sido cogitado como uma nova era de transporte.

Ao longo da história do salvamento, várias alternativas foram criadas para esse tipo de transporte de vítima, como a maca envelope, macas com extensores nos suportes de sustentação, cadeiras de roda com uma roda, entre outros. Esse tipo de equipamento já existe no mercado internacional, com valores praticamente inviáveis para aquisição. O modelo utilizado pelo GBS teve por base a estrutura do protótipo apresentado pelo sargento Lucena, que utiliza uma maca cesto da marca mamute, com uma pequena chapa de ferro para receber a estrutura de sustentação da roda de bicicleta, que pode ser retirado para acondicionamento e transporte. Os custos da implementação foram praticamente nulos, com doação das partes da bicicleta por apoiadores externos. A adaptação não inviabiliza o uso da maca cesto para trabalhos em salvamento em altura.


Créditos:
Texto: Agente Temporário Mariane Schmitt
Imagens: Divulgação CBMSC/Florianópolis
Assessoria de Imprensa CBMSC: (48) 98843-4427
Centro de Comunicação Social
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina

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