Em sete dias, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina atendeu três ocorrências críticas na capital: duas colisões com risco de lesão cervical e um colapso neurológico grave que exigiu o acionamento do ARCANJO-01. Em comum, protocolos técnicos precisos e uma cadeia de atendimento que escalou do quartel ao suporte aéreo conforme a gravidade de cada vítima.
Nos dias 29 e 30 de abril, colisões traseiras nos bairros Ingleses e Saco dos Limões colocaram duas vítimas em risco de trauma na coluna cervical. Em ambos os casos, a solução foi a mesma: extração em ângulo zero, técnica que mantém alinhamento total da cabeça, pescoço e tronco durante a retirada do veículo. No Saco dos Limões, os danos no carro obrigaram a abertura do porta-malas para viabilizar o procedimento. Uma criança que estava no banco traseiro, em cadeirinha, saiu ilesa. As duas vítimas adultas foram encaminhadas ao Hospital Celso Ramos com sinais vitais estáveis.
Na manhã de 1º de maio, na Barra da Lagoa, a ocorrência era de outra ordem. Um homem de 84 anos foi encontrado inconsciente em casa, com histórico de cardiopatia e AVC anterior, respondendo apenas a estímulos dolorosos. A equipe do CBMSC acionou o SAMU, que regulou o caso e determinou apoio aéreo. O ARCANJO-01 chegou, a equipe médica estabilizou o paciente no local e só então realizou o transporte.