“Nunca desista, embora venham ventos contrários.” A frase de autoria remetida à Santa Paulina cabe bem para definir o trabalho do Cabo De Souza com a cadela Zaara. Mesmo com o ligamento do joelho rompido e imobilizado em virtude de uma queda, o Cabo insistiu em tentar pela última vez a certificação da cachorra. Pelo regulamento, o binômio tem apenas três chances para completar todas as provas de certificação com êxito e obter o diploma, que atesta a qualidade do cão para ser empregado em operações.
Pela situação simulada, um grupo de vinte crianças teria se perdido num turismo de aventura e algumas ainda precisavam ser localizadas. A prova de busca diurna acontece numa área de 30 mil metros quadrados em meio a mata fechada. O cão tem que encontrar até três vítimas, mediante um plano de varredura traçado pelo condutor. Com cerca de oito minutos de prova, Zaara latiu, apontando a primeira vítima. Mas o condutor, deixando-se levar pelo nervosismo acabou insistindo em soltar a cachorra por doze vezes consecutivas para o lado oposto de onde estava a vítima. Faltava quarenta segundos para terminar o tempo regulamentar de prova, quando Zaara, já bastante cansada, latiu localizando a última
vítima e garantindo o diploma para trabalhar no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, junto com seu condutor.

